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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA NÚCLEO DE PSICOLOGIA COMUNITÁRIA AS INFLUÊNCIAS DA COMPLEXIDADE E DA LIBERTAÇÃO PARA A PSICOLOGIA COMUNITÁRIA Alana Braga Alencar estudante de Psicologia, membro do NUCOM e bolsista PIBIC/CNPq. Nara Albuquerque Góes estudante de Psicologia, membro do NUCOM e bolsista PIBIC/UFC Diego Mendonça Viana, Talita Feitosa e Janailson Monteiro Clarindo, Isabel Cristina Pinho de Freitas - estudante de Psicologia, membro do NUCOM Profa. Dra. Verônica Morais Ximenes coordenadora da pesquisa e do NUCOM
Caminhos. . . ü ü ü Estudos desenvolvidos em uma pesquisa de Iniciação Científica (PIBIC/CNPQ) denominada “Percorrendo caminhos epistemológicos da Psicologia Comunitária”, desenvolvida no período de 2006 à 2008 pelo Núcleo de Psicologia Comunitária (NUCOM) da Universidade Federal do Ceará. A pesquisa atual iniciou-se em 2008. 2 e terá sua conclusão em 2010. 1 Esta pesquisa situou-se dentro da estratégia de consolidação do NUCOM enquanto integrante Diretório de Grupos de Pesquisa – CNPq com o grupo NUCOM: Identidade, Comunidade e Sustentabilidade. Pergunta da pesquisa (problema): Qual ou quais paradigmas unem os marcos teórico-metodológicos (Psicologia Histórico-Cultural (Vigotsky, Leontiev, Luria), Biodança (Toro e Cavalcante), Educação Libertadora (Paulo Freire), Psicologia da Libertação (Martín-Baró) e Teoria Rogeriana (Carl Rogers)) , visto que eles possuem diferentes bases epistemológicas como a fenomenologia e o materialismo dialético e histórico? Possível resposta: Os paradigmas da Complexidade e da Libertação atravessariam transversalmente os marcos teóricometodológicos da Psicologia Comunitária permitindo assim a construção de sua práxis.
Objetivos: Objetivo geral: ü Analisar como os paradigmas da Complexidade e da Libertação se articulam nos marcos teórico-metodológicos da Psicologia Comunitária. Objetivos específicos: ü Analisar os princípios que compõem o paradigma da Complexidade presentes nas obras de Edgar Morin e demais teóricos. ü Analisar os princípios que compõem o paradigma da Libertação presentes na Escola da Latinoamericana da Libertação presentes nas obras de Enrique Dussel (Filosofia), Cezar Góis, Martin Baro, Martiza Montero e Silvia Lane (Psicologia), Paulo Freire (Educação), Fals Borda (Ciências Sociais) e Leonardo Boff (Teologia). ü Identificar os conceitos, as categorias, a transdisciplinaridade, as visões de homem e de mundo da Psicologia Comunitária que estão presentes nos seus marcos teórico-metodológicos sob o referencial dos paradigmas da Complexidade e da Libertação.
Metodologia Equipe: Participação de 6 estudantes de graduação (membros do NUCOM) , 3 estudantes de pós-graduação e uma professora do Departamento de Psicologia. Foram formados dois subgrupos. Um para discutir a teoria da Complexidade e uma para a da Libertação. Tipo de pesquisa: ü Pesquisa bibliográfica, entendemos como fundamental a utilização de metodologias participativas por acreditar no processo dialógico como fomentador e possibilitador da construção coletiva de conhecimento. O seu caráter participativo será praticado pelos pesquisadores (estudantes e professora) envolvidos na elaboração e na execução desta pesquisa, através de leituras individuais, coletivas, discussão em grupos, elaboração de relatórios e artigos científicos. ü Encontros semanais da equipe.
Articulações Teóricas- Complexidade v n n Destacamos como elementos de articulação dos marcos teóricos e metodológicos os seguintes conceitos da teoria da Complexidade: Princípio dialógico - São lógicas que, ao mesmo tempo, complementam-se excluem. Podemos compreender como a associação de teorias com origens epistemológicas diferentes podem unir-se e possibilitar a criação de um método que seja útil e rico como é o da Psicologia Comunitária. Esse princípio não exige síntese, apenas coexistência necessária entre conceitos e posturas. Princípio sistêmico - Permite religar o conhecimento das partes como o conhecimento do todo e vice-versa. Como dizia Pascal, “considero impossível conhecer as partes sem conhecer o todo, assim como conhecer o todo sem conhecer particularmente as partes”. (MORIN et al, 2003 p. 33).
Articulações Teóricas. Complexidade n n n Método - o método na Psicologia Comunitária como na Complexidade, surge do contato. O método não precede a experiência, o método emerge durante a experiência. (MORIN, 2003). Transdisciplinaridade - o caminho apontado para o conhecimento era o de não reconhecê-lo como verdade absoluta, pois “esse caminho não tem potência para construir visões múltiplas, integradoras da diversidade, compreensivas da complexidade e do conhecimento emancipatório autotransformativo” (PRIETO, 2003, p. 156). Transdisciplinar = atuarem “entre”, “através” e “além” das disciplinas. Os Macroconceitos – duas idéias entram em contato mas mantém os seus núcleos bem diferenciados, no entanto, as fronteiras entre uma e outra já não são tão visíveis. Há um “espaço” intermediário entre as ideias e é nesse espaço que reside a Psicologia Comunitária como a entendemos (MORIN, 2007).
Desenvolvendo a temática Libertação. . . Contextualização da condição de exploração, dependência e marginalização da América Latina e a negação da identidade latinoamericana; da dependência e da absorção/imitação da vida intelectual que se produzia na Europa. n Identificação da necessidade de uma ciência latino-americana que falasse do seu povo e para seu povo. “Havia certo cansaço teórico e epistemológico com certas teorias e conceitos que não mais explicavam as novas realidades que surgiam e os novos anseios dos grupos sociais”. (Guareschi, 2009, p. 52). n Apresentação da categoria vítima (DUSSEL). n LIBERTAÇÃO ENQUANTO ÉTICA: opção pelo Outro, marginalizado; normatividade; caráter universal. n LIBERTAÇÃO ENQUANTO HERMENÊUTICA: Representa uma nova óptica pela qual se interpreta a história humana no seu presente e no seu passado. A história do homem é uma dialética de cativeiro e libertação. n LIBERTAÇÃO ENQUANTO AÇÃO CONCRETA: Semantica da Libertação: Ação criadora de líber-dade; é uma palavra-processo, uma palavra-ação, intecionalmente orientada a uma práxis que liberta de e para. (BOFF, 1975, p. 18) n
Escola da Libertação n n Elas representam pra alem de um relato e/ou analise da condição do latinoamericano, um compromisso com a América Latina, na busca da libertação do seu povo. O conceito libertação vem atender às expectativas, desejos, ânsias de coisas novas, de mudanças profundas e duradouras. Como traz Guareschi (2009), “essas transformações não seriam simples adaptações, influeciariam concretamente a vida cotidiana das pessoas e mexeriam nas estruturas e na maquina da sociedade, nas relações”. (p. 54) Destaca-se, aqui, a presença de uma “utopia libertadora” (SANTIAGO, 2007). O que as diferenciará é quem é o sujeito dessa libertação: o povo, a classe proletária e por fim as maiorias populares. Principais teóricos: Dussel (Filosofia da Libertação); Freire (Educação Libertadora); Boff (Teologia da Libertação); Baró (Psicologia da Libertação).
Dimensão Metodológica § § § Crítica ao idealismo metodológico. E apresenta o Realismo Crítico(BARO), onde deve embebedar-se da realidade para assim construir conhecimento e causar transformações sobre ela. O sujeito deve aprender em diálogo comunitário com o educador. (FREIRE) Supera a “dialética da dominação” e apresenta a “analética da opressão”. É marcada, também, pelo diálogo, que se propõe a ouvir o “excluído”. (DUSSEL) Dimensão Ontológica • Reconhece o sujeito da comunidade também como cognoscente; • “O sujeito se forma na vontade de escapar às forças, às regras, aos poderes que nos impedem de sermos nós mesmos. ” (TOURAINE, 2007, p. 119) • SUJEITO LIBERTADOR: Sujeito sócio-histórico; Concreto, corporal e vivo; não idealista como sujeito moderno; Prático; não é só vítima mas ator da sua transformação (TOURAINE); transcende ao outro: não solipsista; Vocação ontológica de ser mais (FREIRE); tem caráter conflitivo latente (BOFF).
Dimensão Epistemológica n n n Se refere a natureza do conhecimento. Relação entre sujeito cognoscente e objeto do conhecimento, conhecimento produzido na relação e complexidade e caráter relacional. Pressupostos epistemológicos do conceito Libertação (GUARESCHI, 2009). : Superação da dicotomia individual-social; Superação da dicotomia entre teoria e pratica; Introdução de uma dimensão ética. Dimensão Ética n § § § Essa dimensão é transversal a todas as outras. Influencia de Lévinas: A Ética da Libertação resgata a libertação para uma dimensão relacional. Uma ética entre sujeitos, que se dá fazendo uma opção pelo Outro, tirando-o dessa condição de exilado. Essa é uma atitude de comprometimento na relação dialética dependência-opressão, que vai ouvir a vítima em sua marginalidade e libertar o sujeito. Tem caráter normativo e universal.
Resultados parciais- Libertação ü ü ü ü A Libertação não seria um paradigma, e sim uma postura que está presente na Ética da Libertação. A Ética da Libertação se apresenta como um tema transversal a todas as teorias da escola da Libertação. Na medida que resgata a condição de ser do latino-americano e direciona a construção de sua teoria e sua Práxis para esse “Outro”, excluído e marginalizado, assumindo com ele um compromisso ético. A ética da Libertação resgata o aspecto relacional dessa Libertação. Tratando a conscientização como primeiro passo para tal. A presença de pressupostos epistemológicos no conceito Libertação. A proposta de uma alternativa metodológica que supera a dialética e destaca-se pela possibilidade de dialógo com o marginalizado: a analética da opressão. A Psicologia Comunitária, enquanto praxis libertadora e o sujeito comunitário com ator da Libertação para Psicologia Comunitária. Produções: Foi produzido um artigo científico, alem de textos e fichamentos ao longo ano.
Resultados parciais. Complexidade n n n Apropriação processual dos princípios dialógico e sistêmico como ferramentas importantes de articulação entre os marcos teóricometodológicos da Psicologia Comunitária; Aproximação entre o método da teoria da Complexidade e da Psicologia Comunitária; Investigações iniciais sobre a transdisciplinaridade e os macro-conceitos como elementos de articulação entre as influências sofridas pela Psicologia Comunitária.
REFERÊNCIAS n n n n n BARBOSA, Maria Idalice Silva. Psicologia comunitária do Ceará: sua especificidade e o lugar da sua práxis. In BRANDÃO, Israel Rocha e BONFIM, Zulmira Áurea Cruz Bonfin (ORG). Os jardins da psicologia comunitária: escritos sobre a trajetória de um modelo teórico-vivencial. Fortaleza: UFC Prex, 1999. CHAUÍ, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo: Editora Ática, 2003. FIGUEIREDO, Luis Cláudio M. Matrizes do pensamento psicológico. São Paulo: Vozes, 2007. FREIRE, P. Conscientização. São Paulo: Editora Moraes, 1980 _______. Pedagogia do oprimido. (40 a ed. ). São Paulo: Paz e Terra, 2005 GÓIS, C. W. L Biodança - identidade e vivência. (2 a ed. ). Fortaleza: Publicações Instituto Paulo Freire – CE, 2002 _______. Noções de psicologia comunitária. Fortaleza: Edições UFC, 1993 _______. Psicologia comunitária no ceará – Uma caminhada. Fortaleza: _______. Psicologia comunitária: atividade e consciência. Fortaleza: Publicações Instituto Paulo Freire de Estudos Psicossociais, 2005 _______. Saúde comunitária: pensar e fazer. São Paulo: Hucitec, 2008 MARTÍN-BARÓ, I. O papel do psicólogo. Estudos de Psicologia, 2 (1), 7 -27, 1996 _______. Psicología de la Liberación (org. Amalio Blanco). Madrid: Editorial Trotta, 1998 MONTERO, M. Hacer para transformar: El método en la Psicología Comunitaria. Buenos Aires, Argentina: Paidós, 2006 MORIN, E. Introdução ao pensamento complexo. Porto Alegre: Sulina, 2007 _______. O método 6 – ética (3 a ed. ). Porto Alegre: Sulina, 2007 _______. CIURANA, E. R. , & MOTTA, R. D. Educar na era Planetária. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: UNESCO, 2003 XIMENES, V. M. , GÓIS, C. W. L (ainda não publicado). Psicologia comunitária – uma práxis libertadora latinoamericana
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