Скачать презентацию TEOLOGIA MÉDIA História de Israel Parte IV Скачать презентацию TEOLOGIA MÉDIA História de Israel Parte IV

9493bb883e2bd20969aaf1c982e29942.ppt

  • Количество слайдов: 32

TEOLOGIA MÉDIA História de Israel (Parte IV ) O período exílico CLTM Curso Livre TEOLOGIA MÉDIA História de Israel (Parte IV ) O período exílico CLTM Curso Livre em Teologia Média Prof. Ap. João Batista

CRONOLOGIA HISTÓRICA DO AT ATÉ A VOLTA DOS DEPORTADOS 1200 até final da monarquia CRONOLOGIA HISTÓRICA DO AT ATÉ A VOLTA DOS DEPORTADOS 1200 até final da monarquia sob Davi Tribalismo em Israel 1250 ou 1230 Ano estimado para a saída dos escravos do Egito 1730 – 730 Hegemonia Egípcia 1290 – 1224 Ramsés II no Egito Faraó do Êxodo Hebraico surge como língua autônoma Séc X a. E. C. 1064 – 965 Governo de Davi 926 – 722 Período de reinos divididos O reino do norte, mais próspero, controla Israel e suas relações com povos vizinhos 965 – 926 Governo de Salomão 1117 - 850 Ascensão Assíria 850 -626 Hegemonia do Império Neo-Assírio 722 Destruição Samaria 728 -700 Reinado de Ezequias em Judá e primeira reforma religiosa 597 Deportação para Babilônia, Joaquim, Ezequiel 639 -609 Josias 2 a. Reforma Início da compilação dos Nebiim Profetas 605 - 539 Período Babilônico 538 – 425 Retorno dos Exilados Ed + Ne Instauração do Monoteísmo 587 Destruição Jerusalém e segunda deportação Compila ção da Lei Torah 538 - 333 Período Persa

DOWLEY, Tim (Ed. ) Atlas Vida Nova da Bíblia e da História do Cristianismo. DOWLEY, Tim (Ed. ) Atlas Vida Nova da Bíblia e da História do Cristianismo. Trad. : Robson Malkomes e Éber Cocareli. São Paulo: Vida Nova, 1997, p. 47.

Com o enfraquecimento político da Assíria, a Babilônia surge no cenário como um grande Com o enfraquecimento político da Assíria, a Babilônia surge no cenário como um grande poder político que deporta os líderes dos territórios conquistados e deixa na terra os camponeses que se tornam súditos do rei caldeu e para ele cultivam as terras. Foi isso que aconteceu com os judaítas. A golah era o grupo deportado e “povo da terra” eram os judaítas que haviam ficado no território de Judá a serviço de Nabucodonozor. O texto bíblico nos informa que foram deportados os nobres, o harém, os sacerdotes e levitas e os artesãos, ou seja, as elites da cidade de Jerusalém, em duas levas principais, a primeira em 597 e a segunda em 587 a. EC.

Babilônia era uma grande cidade cortada por grandes canais, com um palácio real magnífico, Babilônia era uma grande cidade cortada por grandes canais, com um palácio real magnífico, construções muito avançadas. Nabucodonozor empreendeu grandes esforços para construir a porta de Ishtar, os templos de Marduk e os jardins suspensos dos palácios e dos templos, bem como avivar o culto destas divindades É provável que os judaítas deportados, principalmente os sacerdotes e levitas tenham trabalhado no cultivo destes jardins dos templos pagãos da Babilônia. “Junto aos rios da Babilônia nos sentávamos e chorávamos com saudades de Sião. Em meio aos salgueiros dela pendurávamos nossas harpas. . . ” Sl. 137, 1 e 2

O portão de Ishtar foi construído durante o reinado de Nabucodonozor. Sua fundação foi O portão de Ishtar foi construído durante o reinado de Nabucodonozor. Sua fundação foi re-descoberta entre 1899 e 1914 de nossa era, incluindo os ladrilhos e figuras em alto relevo É decorado com dragões e touros. Nabucodonozor dedicou este imenso portão cerimonial para a deusa Ishtar. Ali acontecia o processional dos cultos de Ishtar Ele era a entrada principal para as ruas internas e para os demais templos da Babilônia. Os jardins suspensos que Nabucodonozor colocou sobre os templos é considerado uma das sete maravilhas do mundo antigo.

Templo de Ishtar Templo de Ishtar

Zigurate de Ur, templo de Marduk, reconstruído por Nabucodonozor Zigurate de Ur, templo de Marduk, reconstruído por Nabucodonozor

Estela contendo o mito de Gilgamesh (a narrativa do dilúvio) em escritos cuneiformes. Até Estela contendo o mito de Gilgamesh (a narrativa do dilúvio) em escritos cuneiformes. Até a chegada na Babilônia, a memória história dos israelitas sobre Yahweh era a de um Deus que libertou os escravos da mão dos poderosos do Egito. Na Babilônia começaram a ter acesso ao conceito de Deus criador e isso, associado à forma de culto das divindades dali, modificou a teologia dos judaítas.

Na Babilônia os judaítas tiveram contato com tradições muito antigas que lhes lembravam que Na Babilônia os judaítas tiveram contato com tradições muito antigas que lhes lembravam que seus ancestrais tiveram origem naquela terra. Lá eles tiveram contato com códigos de leis muito bem elaborados como o Código de Hamurábi, um rei da antiga Babilônia que gravou neste cilindro de pedra código de lei mais famoso da antiguidade (por volta de 1750 a. EC). Ali eles também tiveram contato com a versão babilônica do mito da riação, que mostrava que o criador fez todas as coisas em seis dias, relatando da criação do primeiro homem e da primeira mulher (Enuma Elish) e também tiveram acesso a histórias como a de Jó, muito conhecida naquela região além dos relatos mais antigos do dilúvio (mito de Gilgamesh). Abraão era de Ur antes de migrar para Harã e depois finalmente para Canaã. É provável que os judaítas tenham encontrado suas origens ali, todavia o paganismo babilônico era algo imundo para os levitas e sacerdotes judaítas.

Babilônia é o lugar da antiguidade mais famoso por proliferação de doenças sexualmente transmissíveis. Babilônia é o lugar da antiguidade mais famoso por proliferação de doenças sexualmente transmissíveis. I shtar era a deusa principal da Mesopotâmia. Ela era a deusa do amor, doadora da vida, dos homens, das mulheres, de outras deidades, de poder sexual, gravidez, nascimento e também da guerra. Após vitórias em batalhas, o templo se enchia de gente num banquete com orgia, algo que os sacerdotes judaítas devem ter testemunhado com certa freqüência.

A prostituição sagrada se dava no momento em que as mulheres, representando a deusa, A prostituição sagrada se dava no momento em que as mulheres, representando a deusa, iriam conferir poderes de guerra aos homens. Toda mulher da região tinha que se dedicar a esta função pelo menos uma vez na vida para mediar a bênção de Ishtar aos homens. Ela tinha que ir ao templo de Ishtar (geralmente quando recém-casada) e ali no templo ficava até um estranho vir e lhe atirar peças de prata ao colo. Então ela deixava o templo para ter relação sexual com este estranho. Depois da prestação deste serviço religioso ela poderia retornar para sua casa e começar sua vida de mulher casada. Era proibido a uma mulher recusar o primeiro estranho.

Algumas mulheres pouco atraentes ficavam por anos no templo esperando que alguém lhe atirasse Algumas mulheres pouco atraentes ficavam por anos no templo esperando que alguém lhe atirasse moedas ao colo. As pessoas suplicavam a Ishtar por virilidade, fertilidade e poder sexual. Falos esculpidos eram encontrados em cada templo. Os cultos a Peor, outra divindade mesopotâmica, também eram marcados por shows exibicionistas de pessoas engajadas em vários tipos de atos sexuais. No final os presentes eram convidados a participar. As primeiras referências a doenças sexualmente transmissíveis na história humana são encontradas na Babilônia. Especialmente sífilis e gonorréia.

Neste contexto era natural que os sacerdotes e levitas judaítas que estavam deportados desenvolvessem Neste contexto era natural que os sacerdotes e levitas judaítas que estavam deportados desenvolvessem uma profunda aversão a quaisquer atos sexuais no serviço do culto. Também era natural que eles começassem a associar a união com os estrangeiros como uma contaminação do povo de eleito. Durante a deportação os judaítas tiveram autorização para continuar adorando Yahweh em suas comunidades. Ali desenvolveram a circuncisão como norma de identificação judaica e a leitura das tradições históricas de Israel nas aos sábados nas colônias judaicas, dia de descanso na Babilônia, que acabou se transformando na precursora da sinagoga.

Além da guarda do sábado e da circuncisão, os judaítas também começaram a fazer Além da guarda do sábado e da circuncisão, os judaítas também começaram a fazer registros genealógicos de seus ancestrais. Provavelmente motivados pela própria ascendência mesopotâmica de Abraão e também nos sistemas de mapa astral desenvolvido pelos praticantes da religião de Zaratustra (Zoroastro), o Mazdeísmo ou o Zoroastrismo, cuja divindade era Ahura Mazda, passou a ser a religião oficial da Babilônia a partir de 538 a. EC quando os Aquemênidas, governantes persas, assumiram o poder. O zoroastrismo era uma religião monoteísta e seu profetismo tinha elementos semelhantes ao profetismo israelita.

POVO DA TERRA x GOLAH POVO DA TERRA GOLAH • 80 -90% dos judaítas POVO DA TERRA x GOLAH POVO DA TERRA GOLAH • 80 -90% dos judaítas • Pobre • Camponês • Continuou cultuando no interior com as mulheres liderando • Continua vivenciando a mistura étnica como algo comum em toda história de Israel. • Ambiente para redação dos Profetas Anteriores • 10 -20% dos judaítas • Rica • Urbana • Cultua na “sinagoga” sob liderança masculina • Entende que mistura étnica é contaminação da santa descendência • Ambiente para fechamento da Torá

Dario numa caçada, selo com o símbolo do mazdeísmo acima. Dario numa caçada, selo com o símbolo do mazdeísmo acima.

Devido ao contexto em que viviam na Babilônia, os deportados enriqueceram, mas eles começaram Devido ao contexto em que viviam na Babilônia, os deportados enriqueceram, mas eles começaram a incorporar a visão do profeta escrita no livro de Isaías que o servo sofredor é o povo de Israel. A golah entendeu que eles eram este servo sofredor descrito na profecia, pois pagou em dobro por todos os seus pecados (Is 40, 1 -2). Este grupo começou a desenvolver um conceito de eleição totalmente desvinculado da missão de ser luz para as nações e passou a encarar qualquer mistura com os estrangeiros como uma quebra da aliança com Yahweh, como uma contaminação do povo de Deus. Por causa da prática da circuncisão, eles começam a desenvolver o conceito de que ser povo eleito é ser uma ETNIA, não misturada, purificada. Aos poucos esta golah começou a se sentir superior aos demais judaítas que tinham permanecido na Palestina. Esses deportados tinham influência junto aos governantes, e o edito de Ciro, o documento que autorizou os judaítas a voltarem para judá, foi uma autorização de retorno, de estabelecimento do culto monoteísta a Yahweh e também uma autorização para o funcionamento da lei. Neste período a Torah foi terminada e veio da Babilônia sancionada pelo rei da Pérsia para funcionar como constituição de Judá.

INSCRIÇÃO DO CILINDRO DE CIRO: “Nabonido voltou à adoração de Marduk, regente da divina INSCRIÇÃO DO CILINDRO DE CIRO: “Nabonido voltou à adoração de Marduk, regente da divina assembléia na Babilônia em uma abominação. . . Marduk. . . Ouviu o povo da Babilônia quando eles clamaram e ficou irado. . Marduk. . escolheu Ciro. . . E o ungiu como o regente da terra. . . Ele ordenou que ele [Ciro] marchasse contra Babilônia. . . Marduk conduziu Ciro para invadir Babilônia sem uma batalha. . . e entregou Nabonido. . . Nas mãos de Ciro”

Refinada duplamente pelas aflições do cativeiro Servo sofredor O remanescente eleito, o Resto Santo Refinada duplamente pelas aflições do cativeiro Servo sofredor O remanescente eleito, o Resto Santo e Fiel que reconstruirá a nação GOLAH Proprietária da terra prometida Portadora da lei Santa descendência Etnicamente pura

A GOLAH VIRA O NOVO ISRAEL O Resto entre os deportados começa a animar A GOLAH VIRA O NOVO ISRAEL O Resto entre os deportados começa a animar o restante da Golah para o novo êxodo Aqueles que assumiram o projeto de reconstrução nacional passaram a identificar-se como um Novo Israel É provável até que o Edito de Ciro tenha sido idéia deste grupo que tinha certa influência no império. Mas o Novo Israel não teve sucesso total na Golah. Muitos deportados nunca quiseram retornar à Jerusalém. O longo período entre o Edito e a volta dos deportados foi utilizado para a reorganização do Novo Israel em genealogias, documentos essenciais para a posse da terra

O RETORNO À TERRA Uma pequena comitiva veio com Sesbazar logo após o Edito O RETORNO À TERRA Uma pequena comitiva veio com Sesbazar logo após o Edito de Ciro em 538 a. C. . Trouxeram os utensílios do templo e ofertas para sua reconstrução Em 520 a. C. Dario enviou outra comitiva sob liderança de Zorobabel para continuar a reconstrução que fora interrompida. Este grupo já veio munido de genealogias e era composto em sua maioria por pessoal ligado aos ofícios no templo Os deportados assumiram o idealismo do Povo da Terra sobre o templo mas excluem os mesmos de seus projetos. Começa a política de exclusão do Povo da Terra, reputados como impuros e indignos de pertencer ao Novo Israel

Malaquias denuncia que os que regressaram nas comitivas anteriores voltaram a praticar as mesmas Malaquias denuncia que os que regressaram nas comitivas anteriores voltaram a praticar as mesmas distorções religiosas de antes do exílio Entre 465 - 425 a. C. Neemias e Esdras chegam com novas comitivas para restaurar a cidade e estabelecer ordem Neemias é designado para reconstruir a cidade e Esdras vem como representante do rei da Pérsia para estabelecer a lei em Judá O ápice da xenofobia aconteceu quando, para se preservar a integridade do Projeto Oficial, as lideranças estabeleceram que os judeus casados com mulheres estrangeiras deveriam se divorciar de suas esposas

A JUDÁ QUE AGUARDAVA O NOVO ISRAEL O Povo da Terra cuidara e vivera A JUDÁ QUE AGUARDAVA O NOVO ISRAEL O Povo da Terra cuidara e vivera na terra a reconstrução do templo era um de seus alvos Seu objetivo político era restauração do modelo tribal mas nutria a esperança de ver a restauração da dinastia de Davi, seu modelo de rei O Novo Israel queria reconstruir a nação baseado nos seus modelos exclusivistas criados durante o exílio, no qual a pureza étnica era um dos principais elementos. Interesses opostos se chocaram com a chegada do Novo Israel pois seu Projeto Oficial consistia de três grandezas: Templo - Terra - Raça

Malaquias denuncia que os que regressaram nas comitivas anteriores voltaram a praticar as mesmas Malaquias denuncia que os que regressaram nas comitivas anteriores voltaram a praticar as mesmas distorções religiosas de antes do exílio Entre 465 - 425 a. C. Neemias e Esdras chegam com novas comitivas para restaurar a cidade e estabelecer ordem Neemias é designado para reconstruir a cidade e Esdras vem como representante do rei da Pérsia para estabelecer a lei em Judá O ápice da xenofobia aconteceu quando, para se preservar a integridade do Projeto Oficial, as lideranças estabeleceram que os judeus casados com mulheres estrangeiras deveriam se divorciar de suas esposas

Durante a deportação a Judéia era um território subalterno à Samaria, com a volta Durante a deportação a Judéia era um território subalterno à Samaria, com a volta dos deportados, a Judéia se transformou numa província do reino da Pérsia e Neemias se transformou no seu primeiro governador. As indisposições com os samaritanos se devem, em parte, a este desmembramento político da Judéia da província de Samaria

HISTÓRIA DE ISRAEL Período Exílico e Pós-Exílico MARIANNO, Lília Dias. Que nenhum estrangeiro venha HISTÓRIA DE ISRAEL Período Exílico e Pós-Exílico MARIANNO, Lília Dias. Que nenhum estrangeiro venha dizer, [. . . ] certamente Yahweh nos excluirá de seu povo. Dissertação de Mestrado Teologia – Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, 2003, 249 p. MARIANNO, Lília Dias. A ameaça que vem de Dentro: um estudo sobre as relações entre judaítas e estrangeiros no pós-exílio em perspectiva de gênero. Dissertação de Mestrado. Ciências da Religião – Universidade Metodista de São Paulo, 2007, 182 p. MARIANNO, Lília Dias. Que alegria! – a palavra de yahweh também veio à mulher – uma análise eco-feminista de Gênesis 16. Revista de Interpretação Bíblica latino-Americana. Petrópolis: Vozes, n. 50, p. 70 -75, 2005/1. MARIANNO, Lília Dias. Os/as estrangeiros/as dizem: “Yahweh não nos excluirá de seu povo!” – Manifestos contra o imperialismo na teologia de reconstrução. Revista de Interpretação Bíblica latino-Americana. Petrópolis: Vozes, n. 48, p. 44 -55, 2004/2. MARIANNO, Lília Dias. “Manda quem pode; obedece quem tem juízo”. Apontamentos sobre as relações de poder nas famílias dos patriarcas. Estudos Bíblicos, Petrópolis: Vozes, n. 85, p. 11 -22, 2005/1. MARIANNO, Lília Dias. Planejar, agir, perpetuar. Excertos de Rt sobre a sobrevivência em tempos de crise. In: RICHTER REIMER, Ivoni. Economias de Deus. São Leopoldo: CEBI, 2006.

http: //www. dkimages. com/discover/Home/Geography/Asia/Turkey/Istanbul-076. html http: //www. historiadaartehp. hpg. ig. com. br/periodosmesopotamia. htm http: http: //www. dkimages. com/discover/Home/Geography/Asia/Turkey/Istanbul-076. html http: //www. historiadaartehp. hpg. ig. com. br/periodosmesopotamia. htm http: //www. allaboutarchaeology. org/babylon-and-the-ishtar-gate-faq. htm http: //www. bibleinterp. com/articles/Deblauwe_Mesopotamian_Scholars. htm http: //www. octavearts. org. uk/index. html http: //www. inanna. de/inanna_hymnen 2. html http: //www. hope. edu/academic/religion/reader/Scripture/BS_TC. HTM