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Partilha de uma experiência, de uma simples empreendedora Luisa Cruz Instituto Politécnico de Coimbra Oficina-E 29/10/2008
Sumário 1. Palco de desenvolvimento da acção, A Empresa Si. A. 2. O paradigma do empreendedorismo 3. Partilha experiência de Luisa Cruz, como membro da Si. A, ao longo dos últimos 18 anos. 4. Definição 5. Importância do empreendedorismo 6. Competências de um empreendedor 7. Características do Empreendedor 8. Metas do empreendedorismo
1 - Palco de desenvolvimento da acção A Empresa Si. A § Si. A- Sociedade Industrial Aperitivos, L. da § Todos somos empreendedores, se tivermos a grande vontade de o ser § “O pensamento criativo é o valor actual mais cobiçado e gerador de lucro para qualquer individuo, empresa ou país. Possui a capacidade de mudá-lo a si, ao seu negócio e ao mundo. ” § Robert P. Crawford
1. 1 -Localização Tentúgal Montemor-o-Velho Coimbra Capital Humano – 86 Capacidade instalada – 6, 5 MKg
1. 2 -Marcos Si. A 1991 – Si. A- Sociedade Industrial de Aperitivos, foi criada pela Longa Vida, quando decidiu fazer a separação entre os Lácteos e as Batatas Fritas e Snacks. 1992 - Grupo Longa Vida estabelece joint-venture com o Grupo United Biscuits. 1994 - Em Outubro o grupo United biscuits adquire a totalidade do capital da Si. A. 1996 - A empresa é vendida à Grefusa, grupo espanhol que trabalha no mesmo ramo de actividade. Continua actual detentor do Capital da Si. A. 2003 - Redefinição estratégica para Si. A , passa a ser o fabricante de MDD (marcas de distribuidor) do Grupo Grefusa 2007 -Grefusa vende Si. A, por imposição de 1 Cliente (fornecedor exclusivo), a dois investidores nacionais
1. 3 - Estratégia Como fabricante exclusivo de MDD, a SIA teve de redefinir e implementar uma estratégia orientada para baixo o custo que se traduziu: § Optimização cadeia de valor. 1 - Redução dos custos operacionais. (Vantagem competitiva face outros player´s Ibéricos) 2 - Qualidade e inovação produtos (investimento 2004 linha de produção B. F. Light, única em Portugal). Tornando-se Líder nacional neste cluster, com cerca de 90 % de cota, e com exportação de cerca de 40% de volume, essencialmente para Espanha.
1. 4 - SCM Informational Flow Inputs Outputs Processo Transformação q. Batatas qÓleo vegetal q. Sal q. Aromas Batatas Fritas Aperitivos MDD Materiais embalagem Cash Flow e
1. 5 - Referencial Qualidade Si. A, em fase de conclusão processo de certificação integrada em 5 normas: ISO 9001, 14001, 18001, 22000 e IFS. Legislação Aplicável Codex Alimentarius IFS BRC Responsablilidade 8000 SA Social OHSAS 18001 Sociedade Colaboradores ISO 14001 Cliente s ISO 22000 ISO 9001
2 -O paradigma do empreendedorismo Como é que tudo isto se consegue? § No cenário actual, de uma sociedade do conhecimento, global, em constante mudança, e com total incerteza? § Isto obriga a que as empresas sejam organismos vivos, com estratégias de negócio perfeitamente orientadas para os objectivos finais, abertas para toda a envolvente externa, de modo a sobreviverem e a anteverem o futura, almejando a competitividade e sustentabilidade, acabando por se traduzir em longevidade, culminando em crescimento económico. § As empresas são compostas pelo seu maior activo intangível, o capital humano, ou seja os seus membros. “Aquilo que não se vê, está hoje a dirigir as economias do mundo. O capital intelectual das nações, é a nova riqueza das nações” Leif Edvinsson
2 - O paradigma do empreendedorismo (cont) § Estes membros têm de se identificar com os objectivos da empresa, e estar em consonância com eles, de modo a construírem ambientes de trabalho saudáveis. § Estes são a pedra de toque para que a organização no seu todo obtenha o sucesso, que se traduz também depois em sucessos individuais. § Os membros das organizações têm que ser cada vez mais, pró-activos, determinados na concretização de objectivos, profissionais, possuirem valores de cidadania, forte espírito de equipa, poder extremo de resiliência, sacrifício, vontade de vencer, confiança, e sobretudo acreditar, que todos juntos construiremos um mundo melhor, palco onde se desenvolvem todas as acções e intervenções humanas. “Quando se investe na imaginação humana – sentimentos e fantasia - o limite é o céu”. Jonas Ridderstrale.
3 -Partilha experiência de Luisa Cruz, como membro da Sia, ao longo dos últimos 18 anos. § Foi nesta Empresa que me foi sempre dada a oportunidade, para conseguir provar a mim própria, tudo o que tinha determinado fazer da minha vida. § Os objectivos da Empresa estiveram sempre em consonância com os meus objectivos pessoais, talvez por isso, se tenham vindo a concretizar quer uns quer os outros. § “No seu sentido mais simples, uma organização aprendente, consiste num grupo de pessoas, que estão continuamente a melhorar a sua capacidade de criarem o seu próprio futuro. ” § Peter Senge
3. 1 - Experiência Profissional de Luisa Cruz § § § 1990 - Estágio Longa Vida 1991 – Inicia actividade profissional na Si. A, como analista no LCQ. 1992 - Responsável Departamento Qualidade. 1995 - 1998 – Responsável de Produção, Controlo Qualidade, Manutenção e Ambiente. 1999 - Out. 2001 - Directora de produção (com todas estas áreas a cargo). Desde Out. 2001 – Directora de Operações com as seguintes áreas a cargo:
3. 2 - Formação E porque entendo que a formação não é para a vida, deve ser ao longo da vida, a empresa também me proporcionou o longo destes anos, a possibilidade de incrementar os meus conhecimentos, e competências. § 1990 - Conclusão Bacharelato em Engenharia das Tecnologias das Industrias Agro. Alimentares, pela Escola Superior Agrária de Coimbra § 2002 - Conclusão - Licenciatura em Engenharia da Produção de Óleos Alimentares, pela Escola Superior Agrária de Castelo Branco § Estou a terminar um Mestrado em Gestão de Operações, na Universidade de Aveiro, tendo concluído o primeiro ano curricular , ou seja a componente lectiva durante 2002/2003, e encontro-me a finalizar a dissertação , na área temática “Clima Organizacional”. Outros cursos ao longo destes 18 anos, na área de gestão, ambiente, higiene e segurança, segurança alimentar.
3. 3 - Como foi possível fazer a escalada: § Foi aberta a janela de oportunidade na Empresa, pois se esta não existir torna-se muito difícil. § Nós temos de ter definido um plano de vida, desde sempre, temos de ser nós a fazer o plano, com a nossa estratégia, tal como nas Empresas, pois se assim não for, não pode ser seguido um rumo. Temos de ter confiança, ousadia, coragem, e sobretudo acreditar nos objectivos traçados, e lutar por eles. § É essencial, colocar toda determinação, coragem, espírito de sacrifício, resiliência, persistência, para lá chegar, pois o percurso é sempre muito árduo. § Neste percurso, e por mais dificuldades que surjam, ter sempre presentes os princípios e valores em que nos suportamos como indivíduos, fazê-lo com ética e cidadania, pois de outra forma não valeria a pena, e não poderíamos apreciar os resultados almejados.
3. 3 - Como foi possível fazer a escalada: § (Cont. ) O espírito de trabalho em equipa, de entreajuda, as relações humanas, são fundamentais para atingir os objectivos organizacionais, e os climas organizacionais saudáveis. § Considero ser fundamental a paixão pelo que fazemos, pois permite um envolvimento harmonioso, e fulcral. § Por último, é muito importante o espírito critico, de iniciativa, para conseguir sempre mais e melhor, pois este é insaciável, e acompanha-nos na vida e para toda a vida. § Apesar do exposto, foi possível, pelo menos até agora, conciliar trabalho e família. § Isto conduz a uma auto-realização plena, mas que nunca está concluída.
4 -Definição § Empreendedor é o termo utilizado para qualificar, ou especificar, principalmente, aquele indivíduo que detém uma forma especial, inovadora, de se dedicar às actividades de organização, gestão, execução; principalmente na geração de riquezas, na transformação de conhecimentos e bens em novos produtos – mercadorias ou serviços; gerando um novo método com o seu próprio conhecimento. É o profissional inovador que modifica, com sua forma de agir, qualquer área do conhecimento humano. Também é utilizado – no cenário económico - para designar o fundador de uma empresa ou entidade, aquele que construiu tudo a duras custas, criando o que ainda não existia.
4 -Definição (cont. ) § A palavra empreendedorismo foi utilizada pelo economista Joseph Schumpeter em 1950 como sendo uma pessoa com criatividade e capaz de fazer sucesso com inovações. § Mais tarde, em 1967 com Kenneth E. Knight e em 1970 com Peter Drucker foi introduzido o conceito de risco, uma pessoa empreendedora precisa arriscar em algum negócio. § E em 1985 com Gifford Pinchot foi introduzido o conceito de Intra-empreendedor, uma pessoa empreendedora mas dentro de uma organização § Uma das definições mais aceites hoje em dia é dada pelo estudioso de empreendedorismo, Robert Hirsch, no seu livro “Empreendedorismo”. Segundo ele, empreendedorismo “é o processo de criar algo diferente e com valor, dedicando o tempo e o esforço necessários, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes e recebendo as consequentes recompensas da satisfação económica e pessoal”. § A satisfação económica é resultado de um objectivo alcançado e não um fim em si mesma.
5 - Importância do empreendedorismo § Empreendedorismo é o principal factor promotor do desenvolvimento económico de um país. Esta é a conclusão do Global Entrepreneurship Monitor, baseado na pesquisa da Kauffman Foundation, the Babson College of Boston and the London Business School, a partir de pesquisas realizadas no Canadá, na França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Japão, EUA, Dinamarca, Finlândia e Israel. § O termo "empreendedor" surgiu na França por volta dos séculos XVII e XVIII, com o objectivo de designar aquelas pessoas ousadas que estimulavam o progresso económico, mediante novas e melhores formas de agir. § Entretanto, foi o economista francês Jean-Baptiste Say, que no início do século XIX conceituou o empreendedor como o indivíduo capaz de mover recursos económicos de uma área de baixa para outra de maior produtividade e retorno. Mais tarde, o austríaco Joseph Schumpeter, um dos mais importantes economistas do século XX que definiria esse indivíduo como o que reforma ou revoluciona o processo “criativodestrutivo” do capitalismo, por meio do desenvolvimento de nova tecnologia ou do aprimoramento de uma antiga – o real papel da inovação. Esses indivíduos são os agentes de mudança na economia.
5 - Importância do empreendedorismo § (Cont. ) Posteriormente, Peter Ferdinand Drucker, considerado “o pai da gestão moderna”, é que amplia a definição proposta por Jean-Baptiste Say, descrevendo os empreendedores como aqueles que aproveitam as oportunidades para criar as mudanças. Os empreendedores não se devem limitar aos seus próprios talentos pessoais e intelectuais para levar a cabo o ato de empreender, mas mobilizar recursos externos, valorizando a interdisciplinaridade do conhecimento e da experiência, para alcançar seus objectivos. § O conceito de empreendedores está também muito relacionado aos pioneiros da alta tecnologia do Vale do Silício, na Califórnia. Ainda nos EUA, o Babson College tornouse um dos mais importantes pólos de dinamização do espírito empreendedor com enfoque no ensino de empreendedorismo na graduação e pós-graduação, com base na valorização da oportunidade e da superação de obstáculos, ligando a teoria à prática, introduzindo a educação para o empreendedorismo através do currículo e das actividades extracurriculares. É notória a actual ênfase dada ao empreendedorismo e a inovação como temas centrais nas melhores Universidades Norte-Americanas.
6 - Competências de um empreendedor As habilidades requeridas de um empreendedor podem ser classificadas em 3 áreas: Técnicas: § Envolve saber escrever, ouvir as pessoas e captar informações, ser organizado, saber liderar e trabalhar em equipa. Gestão: § Incluem as áreas envolvidas na criação e gestão da empresa (marketing, administração, finanças, operacional, produção, tomada de decisão, planeamento e controlo).
6 - Competências de um empreendedor (Cont. ) Características pessoais: § Ser disciplinado, assumir riscos, ser inovador, ter ousadia, persistente, visionário, ter iniciativa, coragem, humildade e principalmente ter paixão pelo que faz. § Pesquisas recentes realizadas nos Estados Unidos mostram que o sucesso nos negócios depende principalmente dos nossos próprios comportamentos, características e atitudes, e não tanto do conhecimento técnico de gestão. Nos países desenvolvidos, 58% dos empreendedores possuem formação superior. Quanto mais alto for o nível de escolaridade de um país, maior será a proporção de empreendedorismo por oportunidade.
7 - Características do Empreendedor § Uma pessoa empreendedora precisa ter características diferenciadas como originalidade, ter flexibilidade e facilidade nas negociações, tolerar erros, ter iniciativa, ser optimista, ter auto-confiança e ter intuição e ser visionário para negócios futuros. Um empreendedor é um gestor, necessita ter conhecimentos administrativos, ter uma política para a empresa, ter diligência, prudência e comprometimento. § Um empreendedor deve acreditar que o modelo actual pode ser melhorado. Ele compreende que não será nada fácil traduzir esta frase em resultados e por isso, é a primeira pessoa a aceitar o desafio de mudar. É a primeira pessoa a assumir a responsabilidade em caso de falha em toda a trajectória do empreendimento. Empreendedores gostam de mudanças.
7 - Características do Empreendedor § (cont) Através de mudanças, obtêm-se experiências e estas , traduzem-se em ciência, que por sua vez é utilizada para fins evolutivos. Logo, não parece ser apenas um golpe de sorte, quando observamos o elevado know how de empreendedores em ambientes de negócios. § Quando há evolução, há melhoria. Definitivamente, os empreendedores são pessoas que não apreciam situações de normalidade ou mediocridade. § Empreendedores são essencialmente, pessoas que tem a capacidade de ver o invisível. A isto chama-se visão.
7 - Características do Empreendedor § (Cont. ) Inovações em corporações e corporações com inovações, surgem na maior parte das vezes, em momentos de necessidade. Momentos de necessidade, exigem grandes soluções, que por sua vez, requerem grandes idealiza dores. Para qualquer solução necessária, exige-se riscos e tentativas. § Riscos e tentativas costumam estar presentes em ambientes dinâmicos e hostis. § Em resumo, alguém precisa ter "estrutura" profissional e emocional para ir na direcção contrária do fluxo praticado. Em primeira estância e, em 99% das vezes, o primeiro feedback solicitado trará péssimos incentivos. "Não, isto não vai dar certo". Empreendedores adoram não como resposta, eles seguem adiante exaurindo possibilidades e visionando o por vir.
8 - Metas do empreendedorismo: § O empreendedorismo almeja a auto-realização de quem utiliza este método de trabalho, estimular o desenvolvimento como um todo e o desenvolvimento local, apoiando a pequena empresa, ampliando a base tecnológica, criar empregos, evitar armadilhas no mercado em que incide. Pode ainda ser utilizada como uma potencial ferramenta de reorientação do ensino, para a velocidade nas mudanças, novas tendências internacionais, adaptações ao mercado, com ética e cidadania.
Bibliografia § § § VENTURA, Gregorio Borges. Projeto empresa junior : inserindo o universitario no mercado de trabalho. Montes Claros, MG: Unimontes, 2000. Segredo de Luisa, O (2008) - GMT - Dolabela, Fernando Boa idéia! E agora? Plano de negócio (2000) - Editora de Cultura - Dolabela, Fernando Empreender fazendo a diferença (2004) - Fundamento - Gerber, Michael E. Mito do empreendedor - Revisitado (1996) - Saraiva - Gerber, Michael E. Espirito empreendedor nas organizaçoes (2005) - Saraiva - Hashimoto, Marcos Brown, T. 2002) Business Minds, Pearson Education Limited, UK, 2002. Cantillon, R. Essai sur la Nature du Commerce in Général. 1759 Drucker, P. (1970) "Entrepreneurship in Business Enterprise", Journal of Business Policy, vol 1, 1970. Knight, K. (1967) "A descriptive model of the intra-firm innovation process", Journal of Business of the University of Chicago, vol 40, 1967. Pinchot, G. (1985) Intrapreneuring, Harper and Row, New York, 1985. 'Schumpeter, J. (1950) Capitalism, Socialism, and Democracy, 3 rd edition, Harper and Row, New York, 1950.
Toda a informação em: http: //poli-empreende. ipc. pt/eventos. html contacto do orador luisa. cruz@siaperitivos. pt


