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“A sua notoriedade começou com as Cartas sobre a Confederação dos Tamoios, publicadas em 1856, com o pseudônimo de Ig, no Diário do Rio de Janeiro, nas quais critica veemente o poema épico de Domingos Gonçalves de Magalhães, favorito do Imperador e considerado então o chefe da literatura brasileira. Estabeleceu-se, entre ele e os amigos do poeta, apaixonada polêmica de que participou, sob pseudônimo, o próprio Pedro II. ” http: //www. academia. org. br/abl/cgilua. exe/sys/start. htm? inf oid=889&sid=239
“Foram 21 romances que podem ser divididos em: indianistas, históricos, regionais e citadinos, (. . . ) conviria buscar, no entanto, o motivo único que rege a sua estrutura e que, talvez, se possa enunciar como um anseio profundo de evasão no tempo e no espaço” A Alencar importava “ cobrir com a sua obra narrativa passado e presente, cidade e campo, litoral e sertão, e compor uma espécie de suma romanesca do Brasil” (Bosi)
“Alencar criou, com base mais lendária do que histórica, o mundo poético e heroico de nossas origens, para afirmar a nossa nacionalidade, para provar a existência de nossas raízes legitimamente americanas. ” “O índio não era escravo nem representava o trabalho; era americano e queria ser livre. Era o que convinha ao idealismo romântico. ” “ (. . . ) o indianismo de Alencar pouco ou nada teria de historicamente exato, o, local, os fatos, as personagens de modo geral, e os índios de modo particular, sendo mais fantasia de sua imaginação do que tentativa de autêntico levantamento de nossas raízes mais profundas. ” ( Afrânio Coutinho)
“ (. . . ) E o encanto de O guarani provém exatamente dessa idealização de todas as componentes construtivas: onde a própria antropomorfização dos elementos da natureza, rios, florestas, corresponde à escolha de um nível estilístico, uma oitava acima da realidade, e por isso mesmo capaz de gerar um impacto emocional. ” ( Luciana Stegagno-Picchio) “ Para dar forma ao herói, Alencar não via meio mais eficaz do que amalgamá-lo à vida da natureza. (. . . ) É a conaturalidade que o encanta: desde as linhas do perfil até os gestos que definem um caráter, tudo emerge do mesmo fundo selvagem” (Bosi)
“O que vale de fato nessas obras é, sobretudo, o poder de imaginação e a capacidade de construir narrativas bem estruturadas. Os personagens são heróis regionais puros, sensíveis, honrados, corteses, muito parecidos com os heróis dos romances indianistas. Mudavam as feições, mudava a roupagem, mudava o cenário. Mas, na criação de todos esses personagens, Alencar perseguia o mesmo objetivo: chegar a um perfil do homem essencialmente brasileiro. ”
“O romance se apresenta, não como confissão de uma história de amor, mas como análise da experiência. A convivência com a cortesã se deu no passado quando o ingênuo provinciano acabava de desembarcar na corte. A convivência com o leitor se dá já com o Paulo integrado na vida da cidade, conhecedor de seus trejeitos e normas. É este processo de conhecimento que o texto procura recriar e analisar. É a linguagem do desvendamento. Por isso o movimento do romance segue compasso da revolução de Lúcia e dos limites socialmente impostos a ela. . ”( Valéria de Marco)
“ Para ele, a arte de narrar consistia em pintar com as palavras. Daí o predomínio do elemento descritivo, a descrição tendo mais importância que a coisa descrita. ” Também o fato de haver enriquecido a língua literária, acrescentando-lhe numerosos tupinismos e brasileirismos, construindo suas imagens ou fazendo suas comparações com elementos da natureza americana, também isso contribui para a singularidade de seu estilo. ” ( Afrânio Coutinho)
“ Nenhum escritor teve em mais alto grau a alma brasileira. E não é só porque houvesse tratado assuntos nossos. Há um modo de ver e de sentir que dá a nota íntima da nacionalidade, independente da face externa das cousas. . . O nosso Alencar juntava a esse dom a natureza dos assuntos, tirados da vida ambiente e da história local. Outros o fizeram também, mas a expressão do seu gênio era mais vigorosa e mais íntima” ( Machado de Assis)
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