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Mario Possas III. 3. Elementos de análise evolucionária aplicada às inovações e à dinâmica Mario Possas III. 3. Elementos de análise evolucionária aplicada às inovações e à dinâmica industrial 1. A taxonomia setorial de Pavitt · Esta clássica tipologia setorial quanto à geração e difusão de inovações (1984, reformulada em 1993 por Pavitt e Bell) procura identificar semelhanças e diferenças (diversidade) em distintos setores/tecnologias, quanto às suas fontes, demanda a ser atendida e meios de apropriação. 2

Mario Possas · Parte de banco de dados do SPRU sobre inovações na indústria Mario Possas · Parte de banco de dados do SPRU sobre inovações na indústria britânica entre 1945 -80 (~2000, cobrindo mais da metade dos setores a 3 -4 dígitos da mesma). · Os critérios não são estritamente tecnológicos, mas buscam uma integração com elementos econômicos. · Embora a unidade básica de análise seja a firma, o objetivo é encontrar padrões (regularidades) setoriais, associados às trajetórias tecnológicas. 3

Mario Possas · As principais variáveis usadas na tipologia foram: i. as fontes de Mario Possas · As principais variáveis usadas na tipologia foram: i. as fontes de tecnologia; ii. as necessidades dos usuários (demanda); iii. Os meios de apropriação dos lucros. Vejamos com mais detalhe. (i) As fontes principais de tecnologia são: - internas: P&D e engenharia (de produção, produto, projeto); - externas: fornecedores, usuários, pesquisas ou STS públicos. 4

Mario Possas (ii) As necessidades dos usuários (demanda) se manifestam principalmente nos preços (especialmente Mario Possas (ii) As necessidades dos usuários (demanda) se manifestam principalmente nos preços (especialmente em produtos padronizados), ao lado de especificações e requisitos de desempenho; no caso de máquinas e equipamentos, especificações e confiabilidade podem ser mais importantes que preços. (iii) Os meios de apropriabilidade dos ganhos privados das inovações incluem segredo industrial, defasagem na imitação e patentes, dependendo do setor. Capacitação técnica e conhecimento afetam em geral a dificuldade de imitação. 5

Mario Possas · Os resultados empíricos mais diretos da pesquisa (prévios à taxonomia) apontam Mario Possas · Os resultados empíricos mais diretos da pesquisa (prévios à taxonomia) apontam para duas observações principais: · a especificidade da maior parte do conhecimento envolvido nas inovações (“fontes”): 60% da própria firma, 33% de outras firmas e o restante de fontes públicas; o que sugere a importância da cumulatividade (Rosenberg) do conhecimento relevante; e · a variedade das fontes e de características dos produtos e processos, nos mesmos setores; e a presença de regularidades quanto à origem (fornecedores ou não), aos esforços de P&D e à concentração relativa em produtos ou processos. · Pavitt apresenta os resultados numa tabela, aberta como segue, por classes de setores: 6

Mario Possas (i) Dominados pelos fornecedores (“supplier dominated”) - Setores típicos: agrícolas, serviços privados, Mario Possas (i) Dominados pelos fornecedores (“supplier dominated”) - Setores típicos: agrícolas, serviços privados, construção, indústria manufatureira tradicional. - Trajetória tecnológica: ● foco: redução de custos; ● fonte: fornecedor, aprendizado, serviços técnicos; ● direção: tecnologia de processo e equipamentos afins; a montante; ● canais de transferência: aquisição de equipamentos e serviços correlatos; ● proteção: não-técnica (marketing, marcas); - Tamanho da firma: pequeno; - Tipo de usuário: sensível a preço. 7

Mario Possas (ii) Intensivos em escala (“scale intensive”) - Setores típicos: intermediários de uso Mario Possas (ii) Intensivos em escala (“scale intensive”) - Setores típicos: intermediários de uso difundido (aço, vidro), duráveis de consumo (autos). - Trajetória tecnológica: ● foco: misto (preço, qualidade, especificações); ● fonte: engenharia de produção, aprendizado próprio, fornecedores, projeto; ● direção: tecnologia de processo e equipamentos afins; a montante; ● canais de transferência: aquisição de equipamentos, licenciamento, treinamento, engenharia reversa; ● proteção: segredo de processo; know-how de projeto e operação; - Tamanho da firma: grande; - Tipo de usuário: misto. 8

Mario Possas (iii) Intensivos em informação (“information intensive”) - Setores típicos: financeiro, comércio varejista, Mario Possas (iii) Intensivos em informação (“information intensive”) - Setores típicos: financeiro, comércio varejista, turismo, editorial. - Trajetória tecnológica: ● foco: misto; ● fonte: software e engenharia de sistemas, fornecedores de equipamentos e de software; ● direção: tecnologia de processo e software correlato; a montante e a jusante (misto); ● canais de transferência: aquisição de equipamentos e software, engenharia reversa; ● proteção: copyright; know-how de projeto e operação; - Tamanho da firma: grande; - Tipo de usuário: misto. 9

Mario Possas (iv) Baseados em ciência (“science based”) - Setores típicos: eletro-eletrônica, química. - Mario Possas (iv) Baseados em ciência (“science based”) - Setores típicos: eletro-eletrônica, química. - Trajetória tecnológica: ● foco: misto; ● fonte: P&D interno e pesquisa básica, engenharia de produção e de projeto; ● direção: produtos tecnologicamente relacionados; “concêntrica”; ● canais de transferência: engenharia reversa, P&D, contratação de especialistas; ● proteção: know-how de P&D, patentes, know-how de projeto e operação; - Tamanho da firma: grande; - Tipo de usuário: misto. 10

(v) Fornecedor especializado (“specialized supplier”) - Setores típicos: bens de capital, instrumentação científica, software. (v) Fornecedor especializado (“specialized supplier”) - Setores típicos: bens de capital, instrumentação científica, software. - Trajetória tecnológica: ● foco: aperfeiçoamento de produtos; ● fonte: projeto e desenvolvimento de produtos, usuários avançados; ● direção: aperfeiçoamento de produtos; “concêntrica”; ● canais de transferência: engenharia reversa, aprendizado com usuários; ● proteção: know-how de projeto, patentes, conhecimento de necessidades dos usuários; - Tamanho da firma: pequeno; - Tipo de usuário: sensível a performance. Mario Possas 11

Mario Possas 2. Comentários adicionais de Dosi · Em relação a essa taxonomia, Dosi Mario Possas 2. Comentários adicionais de Dosi · Em relação a essa taxonomia, Dosi (1988) observa, empregando os atributos concorrenciais de uma indústria em contexto inovativo, por ele propostos, que: (i) os setores “dominados pelo fornecedor”, cujas inovações são de processo, em geral têm baixa cumulatividade e apropriabilidade das inovações; (ii) os “intensivos em escala” fazem inovações de produto e de processo, envolvendo produtos mais complexos; as economias de escala podem ser importantes também em P&D e podem obter ganhos de integração vertical; 12

Mario Possas (iii) os “baseados em ciência” fazem inovações de produto sob influência importante Mario Possas (iii) os “baseados em ciência” fazem inovações de produto sob influência importante de novos paradigmas científicos e P&D intensivo em pesquisa básica; têm alta oportunidade tecnológica, cumulatividade e apropriabilidade; (iv) os “fornecedores especializados” realizam inovações de produto destinadas a utilização produtiva em outros setores, geralmente com relativamente altas oportunidade e apropriabilidade tecnológicas. 13

Mario Possas Um ponto adicional interessante levantado por Dosi seria em que medida essas Mario Possas Um ponto adicional interessante levantado por Dosi seria em que medida essas características se cruzam com especificidades setoriais quanto ao surgimento e intensidade das assimetrias entre firmas, sua variedade tecnológica e diversidade comportamental fundamentais para que se passe da taxonomia estática para uma análise da dinâmica industrial endógena desses mesmos setores. A idéia é que esse conjunto de elementos de diversidade técnica e econômica, associados à distribuição desigual daqueles atributos da concorrência em contexto inovativo, interagem ao longo da trajetória de uma indústria com os padrões inovativos setoriais identificados por Pavitt, constituindo um útil instrumental de análise, muito além de mera taxonomia. 14

Mario Possas ● Por exemplo, a forma como se distribuem as assimetrias iniciais pode Mario Possas ● Por exemplo, a forma como se distribuem as assimetrias iniciais pode afetar a difusão de uma inovação: se a capacitação tecnológica média das firmas for alta (potencial de inovação/imitação), a taxa de difusão também tende a ser alta; se houver grandes assimetrias iniciais nesta variável, a difusão por seleção tenderá a predominar sobre a difusão por aprendizado, concentrando o mercado. Se, ao inverso, a capacitação média for baixa, a taxa de difusão será mais baixa, tendendo a ser reforçada pela maior dispersão inicial da assimetria; mas se essa dispersão inicial for baixa, a difusão por imitação e aprendizado tenderá a prevalecer sobre a difusão por seleção, retardando ou inibindo a concentração de mercado. 15

Mario Possas A capacidade de o processo de difusão e apropriação de vantagens lucrativas Mario Possas A capacidade de o processo de difusão e apropriação de vantagens lucrativas da inovação reforçar as assimetrias existentes dependerá, também, da maior ou menor correspondência entre a distribuição inicial de vantagens competitivas ou inovativas (assimetrias) e a distribuição da capacidade inovativa de gerar assimetrias: quanto mais coincidentes, maior a tendência a concentrar a estrutura de mercado; e vice-versa. ● 16

Mario Possas A distribuição de outras variáveis de diferenciação também terá influência na estrutura Mario Possas A distribuição de outras variáveis de diferenciação também terá influência na estrutura e dinâmica da indústria: ● - a variedade tecnológica facilita a difusão de novas tecnologias, exceto quando muito acentuada; - a diversidade comportamental pode favorecer a taxa de difusão sempre que as estratégias inovadoras forem mais ofensivas, concentrando o mercado; - se um eventual reforço das assimetrias iniciais for grande o bastante para gerar apenas difusão por seleção, impedindo o aprendizado – a chamada “hiperseleção” (lock-in) – a própria inovação estará sendo em parte inibida. 17

Mario Possas É claro que esses exemplos são apenas ilustrações do potencial desse esquema Mario Possas É claro que esses exemplos são apenas ilustrações do potencial desse esquema teórico para analisar a dinâmica de uma indústria em cujo processo competitivo inovações tenham relevância. Em síntese, ele envolve uma interação dinâmica entre estratégia competitiva (inovativa) e estrutura da indústria e do mercado, sem foco em equilíbrio e comportamento maximizador. ● O esquema simplificado a seguir resume os elementos de análise propostos para serem integrados. ● 18

Mario Possas I. Dimensões da concorrência por inovação - oportunidades tecnológicas (e de mercado) Mario Possas I. Dimensões da concorrência por inovação - oportunidades tecnológicas (e de mercado) - cumulatividade - apropriabilidade - capacitação para a inovação II. Elementos de diversidade - assimetrias competitivas e de desempenho - variedade tecnológica - diversidade comportamental III. Difusão de inovações - por seleção - por aprendizado - por P&D 19

Mario Possas 3. A contribuição de Malerba e Orsenigo · Seu artigo de 1993 Mario Possas 3. A contribuição de Malerba e Orsenigo · Seu artigo de 1993 propõe uma interessante articulação entre regimes tecnológicos e as estratégias das firmas. · A noção de regime tecnológico por eles proposta combina as já conhecidas dimensões competitivas das inovações focalizadas por Dosi – oportunidades, cumulatividade, apropriabilidade – com o que denominam “características da base tecnológica”. 20

Mario Possas · Mais especificamente, um regime tecnológico é composto de: · Oportunidades, envolvendo Mario Possas · Mais especificamente, um regime tecnológico é composto de: · Oportunidades, envolvendo o nível (alto, baixo) e a abrangência (“pervasiveness”); · Apropriabilidade, destacando-se a capacidade de proteger as vantagens adquiridas; · Cumulatividade, envolvendo a idéia de trajetória “path dependent” em três níveis: tecnológico (aprendizado, inclusive conhecimento), organizacional (recursos aplicados) e da firma (estrutura, tamanho); e · Base tecnológica, abrangendo duas dimensões: tacitividade (“tacitness”) e complexidade. 21

Mario Possas · A partir dessa base, busca-se caracterizar padrões de atividade inovativa interrelacionando Mario Possas · A partir dessa base, busca-se caracterizar padrões de atividade inovativa interrelacionando elementos do regime tecnológico com estratégias, organizações e competências definidas ao nível da firma, da seguinte forma: · Estratégias: definidas como radicais, incrementais ou imitativas · Organização: das atividades inovativas, que podem ser internas (P&D “in house”) ou não; e mais ou menos internalizadas; · Competências: tipicamente específicas á firma, resultantes de capacitação voltada à especialização ou à diferenciação (ou melhor, diversificação); e que são em grande medida de caráter organizacional. 22

Mario Possas · Após exemplificarem esses conceitos com 3 casos (indústrias de novas tecnologias) Mario Possas · Após exemplificarem esses conceitos com 3 casos (indústrias de novas tecnologias) com evolução interativa (“coevolução”) – semicondutores, computadores (hardware e software) e biotecnologia -, apontam para uma síntese: uma matriz que combina regimes tecnológicos com tipos básicos de estratégias tecnológicas, cruzando níveis de oportunidade, cumulatividade e apropriabilidade com estratégias tecnológicas de tipo exploração (de novas tecnologias), “explotação” (de tecnologias existentes) e “reforço de apropriabilidade”. · Conforme Tabela a seguir: 23

Mario Possas Alta oportunidade Alta cumulatividade Alta apropriabilidade (I) Exploração, Explotação Baixa oportunidade Baixa Mario Possas Alta oportunidade Alta cumulatividade Alta apropriabilidade (I) Exploração, Explotação Baixa oportunidade Baixa cumulatividade (III) Exploração Alta cumulatividade (V) Explotação Baixa (II) (IV) (VI) apropriabili- Explor+refor, Explot+refor, dade Explot+refor, Imitação Baixa cumulatividade (VII) _ (VIII) _ Legenda: (I) semicondutores c/ circuitos integrados; (II) software; (III) e (IV), semicondutores e biotecnologia, no início das trajetórias; (V) e (VI), semicondutores c/ chips de memória integrados; (VII) e (VIII), não exemplificados. 24

Mario Possas · O papel da base tecnológica, quanto à complexidade, e o das Mario Possas · O papel da base tecnológica, quanto à complexidade, e o das oportunidades, quanto à abrangência, oferecem outras possibilidades de estratégias: · Maior integração acompanha maior complexidade; · Maior diversificação acompanha maior abrangência*; · Maior especialização tende a acompanhar maior cumulatividade da trajetória tecnológica. *Entretanto, alta abrangência pode conviver com diversificação e especialização ao mesmo tempo. 25