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29/VI/2008 – 29/VI/2009 GUIÃO: Antonio Rodríguez Carmona MONTAGEM: Antonio García Polo 29/VI/2008 – 29/VI/2009 GUIÃO: Antonio Rodríguez Carmona MONTAGEM: Antonio García Polo

SÉRIE I “VIDA DE SÃO PAULO” 12 – Viagem a Roma ano 60 SÉRIE I “VIDA DE SÃO PAULO” 12 – Viagem a Roma ano 60

VIAGEM A ROMA. Ano 60 * Paulo apelou ao tribunal de César e será VIAGEM A ROMA. Ano 60 * Paulo apelou ao tribunal de César e será enviado a Roma. Irá na qualidade de preso, juntamente com outros presos, guardados por soldados romanos à ordem de um centurião. * Lucas dedica muito espaço, os capítulos 27 e 28 dos Actos dos Apóstolos à descrição desta viagem. Considera-a muito importante. Significa o cumprimento por parte da Igreja primitiva do mandato de Jesus ressuscitado, que ordenou aos seus apóstolos que dessem testemunho em Jerusalém, Judeia, Samaria e até aos confins da terra. * Este confim é Roma, onde Paulo dará testemunho ante judeus e gentios. Trata-se, pois, de uma “viagem triunfal”, mas à maneira cristã, como Jesus.

* Depois que foi decidido que seguíssemos por mar para a Itália, confiaram Paulo * Depois que foi decidido que seguíssemos por mar para a Itália, confiaram Paulo e outros presos a um centurião chamado Júlio, da corte Augusta. Embarcámos num navio de Adramítio, que devia fazer cabotagem ao longo dos litorais da Ásia e levantámos ferro em companhia de Aristarco, macedónio de Tessalónica (Act 27, 1 -2).

É o começo do Outono do ano 60. Lucas descreve as diversas escalas da É o começo do Outono do ano 60. Lucas descreve as diversas escalas da viagem: Sidón, onde se permitiu a Paulo visitar a comunidade; Mira de Licia, onde mudam de navio; Bons-Portos em Creta. Ao chegar aqui chegou o momento em que não era recomendável navegar com más condições do mar. Paulo recomenda invernar ali até que mude o tempo. Mas a maior parte foi de parecer que se procurasse outro porto, o de Fenice. Soltam as amarras e decidem navegar até ele.

Começando a soprar brandamente um vento do sul, julgando-se seguros de executar o seu Começando a soprar brandamente um vento do sul, julgando-se seguros de executar o seu plano, depois de levantarem âncora iam costeando mais de perto Creta. Mas, pouco depois, desencadeou-se sobre esta ilha um vento tempestuoso, que se chama Euroaquilão. Sendo o navio arrastado e não podendo resistir ao vento, andávamos sem rumo. (Act 27, 13 -15). Não aparecendo durante muitos dias o sol nem as estrelas e continuando a tempestade com violência, tínhamos já perdida toda a esperança de salvação (Act 27, 20).

Paulo intervém, animando a tripulação a comer. Ninguém morrerá, só se perderá o navio, Paulo intervém, animando a tripulação a comer. Ninguém morrerá, só se perderá o navio, pois apareceu-lhe um anjo que lhe assegurou que tem que dar testemunho perante César e que, por isso, Deus lhe concedeu a vida de todos os que navegam com ele.

No décimo quarto dia de navegação aparecem indícios de que há uma ilha próxima. No décimo quarto dia de navegação aparecem indícios de que há uma ilha próxima. Comprovam e confirmam-no. Estão muito próximos da terra e existe o perigo de chocar com algum obstáculo. Os marinheiros largaram quatro âncoras da proa e esperavam que se fizesse dia para fugir num bote. Paulo dá-se conta, di-lo ao centurião e os soldados o impedem. Esperam a chegada do dia para conhecer a situação e, entretanto, Paulo anima todos a comer, assegurando-lhes que todos se salvarão.

Chegado o dia, avistam uma praia e dirigem-se para ela, mas o navio encalha; Chegado o dia, avistam uma praia e dirigem-se para ela, mas o navio encalha; a proa, enterrada, permanecia imóvel, ao mesmo tempo que a popa se desfazia com a violência das ondas. Os soldados resolveram matar os presos a fim de que nenhum fugisse a nado. Mas o centurião, querendo salvar Paulo, impediu-os de fazer isto, e mandou que aqueles que soubessem nadar fossem os primeiros a lançar-se à água e alcançassem a terra; quanto aos outros, alcançá- -la -iam, uns sobre tábuas e outros sobre destroços do navio. E assim aconteceu que todos chegaram a terra sãos e salvos. (Act 27, 42 -44).

O lugar aonde chegaram era a ilha de Malta. Os habitantes acolheram bem os O lugar aonde chegaram era a ilha de Malta. Os habitantes acolheram bem os náufragos. Ali esperarão que chegue o bom tempo para continuar a viagem para Roma.

* Entretanto Paulo coloca-se ao serviço do grupo, realizando Deus por seu intermédio alguns * Entretanto Paulo coloca-se ao serviço do grupo, realizando Deus por seu intermédio alguns prodígios: + Quando chegaram à praia, acendem uma fogueira para se aquecerem. Paulo juntou e pôs sobre o lume uma braçada de lenha, e uma víbora, que fugira do calor, agarrou-se-lhe à mão. Vendo os indígenas a víbora pendente da sua mão, diziam uns para os outros: «Certamente este homem é algum assassino, porque, tendo escapado do mar, a Justiça não o deixa viver» . Ele, porém, sacudindo a víbora no fogo, não sofreu mal algum. Ora os indígenas esperavam que ele viesse a inchar, que caísse subitamente e morresse. Mas, depois de esperarem muito tempo, vendo que não lhe acontecia nenhum mal, mudando de parecer, diziam que ele era um deus. (Act 28, 3 -7)

Naquelas cercanias havia umas terras do príncipe da ilha, chamado Públio, que, hospedando-nos em Naquelas cercanias havia umas terras do príncipe da ilha, chamado Públio, que, hospedando-nos em sua casa, nos tratou bem durante três dias. Ora encontrava-se então no leito, doente com febre e disenteria, o pai de Públio. Paulo foi vê-lo e, tendo feito oração e impondo-lhe as mãos, curou-o. Depois disto, todos os que na ilha tinham doenças, iam ter com ele e eram curados. (Act 28, 7 -9).

Depois de três meses, continuaram viagem. Fazem escala em Siracusa da Sicilia, em Reggio Depois de três meses, continuaram viagem. Fazem escala em Siracusa da Sicilia, em Reggio no sul de Itália e finalmente em Pozzuoli, ao norte da baía de Nápoles. Abandonam o navio e continuam por estrada, depois de descansar ali uma semana, acolhidos à hospitalidade da comunidade cristã.

Finalmente chegam a Roma. A comunidade cristã, informada da chegada, saiu ao encontro de Finalmente chegam a Roma. A comunidade cristã, informada da chegada, saiu ao encontro de Paulo em Foro de Ápio e Três Tabernas. Paulo, ao vê-los, deu graças a Deus e ficou cheio de confiança.

O centurião entrega os presos expedientes às autoridades competentes. Como Paulo foi acusado pelos O centurião entrega os presos expedientes às autoridades competentes. Como Paulo foi acusado pelos dirigentes de Jerusalém, é preciso esperar que venham os acusadores realizar o julgamento. O direito concede dois anos para espera. Se no fim deste prazo não se apresentam os acusadores, o acusado ficará livre.

A Paulo é permitido permanecer durante a espera numa casa particular com um soldado A Paulo é permitido permanecer durante a espera numa casa particular com um soldado a guardá-lo, tudo a suas expensas.

Enquanto chega o julgamento, Paulo convoca alguns membros da numerosa comunidade judia, a quem Enquanto chega o julgamento, Paulo convoca alguns membros da numerosa comunidade judia, a quem explica a sua situação: foi acusado falsamente e, para evitar que o matem, viu-se obrigado a apelar ao tribunal de César. Mas ele não tem nada contra o povo judeu. Não fala directamente de Jesus, só afirma que a sua situação se deve à esperança de Israel (Act 28, 20)

Eles respondem que não tinham noticias do seu caso, mas que têm interesse em Eles respondem que não tinham noticias do seu caso, mas que têm interesse em que lhes fale da seita dos nazarenos, que em toda a parte encontra oposição. Combinam um dia e vêm à sua residência um grande número de judeus. «Tendo-lhe marcado o dia, foram muitos ter com ele à casa onde estava hospedado, aos quais expunha a doutrina sobre o reino de Deus, esforçando-se por convencê-los acerca de Jesus, por meio da Lei e dos Profetas, desde a manhã até à noite» (Act 28, 23). O resultado, como sempre, foi desigual. Uns, em menor número, acreditavam no que ele dizia, outros não acreditavam.

Paulo vê neste resultado um prolongamento da incredulidade que já recriminou Isaías aos seus Paulo vê neste resultado um prolongamento da incredulidade que já recriminou Isaías aos seus contemporâneos: «Bem falou o Espírito Santo pelo profeta Isaías a nossos pais, quando disse: “Vai a esse povo e diz-lhe: Com o ouvido ouvireis e não entendereis; com os olhareis e não vereis. Porque o coração deste povo tornou-se insensível; são duros dos ouvidos e fecharam os olhos, para que não vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração, e se convertam, e Eu os cure» . (Act 28, 25 -27).

Por isso, desde agora se dirigirá aos gentios: «Ficai, no entanto, a saber que Por isso, desde agora se dirigirá aos gentios: «Ficai, no entanto, a saber que esta salvação de Deus é enviada aos gentios, e eles a ouvirão» (Act 28, 29). «Paulo permaneceu dois anos inteiros num aposento que alugara, onde recebia todos os que iam ter com ele, pregando o reino de Deus e ensinando o que diz respeito ao Senhor Jesus Cristo, com toda a liberdade e sem nenhum estorvo» (Act 28, 30 -31).

Que sucedeu depois? Lucas não fornece mais informação. Só sabe que esteve dois anos Que sucedeu depois? Lucas não fornece mais informação. Só sabe que esteve dois anos na prisão, quer dizer, todo o tempo de espera, o que implica que os acusadores não se apresentaram, o julgamento não se realizou e Paulo ficou livre. Era o ano 62.

Por que é que Lucas termina desta forma os Actos dos Apóstolos? É um Por que é que Lucas termina desta forma os Actos dos Apóstolos? É um final em aberto. + A obra está dirigida a cristãos helenistas, nos anos 80, descendentes dos evangelizados por Paulo. Estavam desorientados sobre a tarefa dos cristãos no presente. + Lucas responde-lhes: continuar o testemunho dos apóstolos. Pedro deu testemunho diante dos judeus e terminou bem, na prisão e fugindo (bem aventurados quando vos persigam. . . ).

Morte de Paulo. Segundo o testemunho final de Act 28, 3031, sabe-se que Paulo Morte de Paulo. Segundo o testemunho final de Act 28, 3031, sabe-se que Paulo esteve dois anos na prisão romana. Alude, pois, a um período preciso e datado. Não diz nada sobre o final: foi condenado à morte ou foi deixado em liberdade. A partir daqui, tudo são hipóteses:

A hipótese da morte é possível, e, por isso, há autores que a propõem, A hipótese da morte é possível, e, por isso, há autores que a propõem, explicando o silêncio de Lc em função da sua teologia (cf Gnilka), mas é pouco provável, pois, por um lado, não se explica o silêncio de Lucas com base na sua teologia, dado que é um dado importante na apologia de Paulo, e, por outro lado, dificilmente um tribunal romano pode condenar à morte com base nos dados que apresenta Act 26 (questões religiosas entre judeus; três vezes se diz que está inocente), a não ser que os acusadores tenham transformado a acusação religiosa noutra política. No caso de morte, esta teria tido lugar até ao ano 62, na cronologia longa (cf J. Becker), ou no ano 56 na curta (cf J. Gnilka)

A outra hipótese é deixá-lo em liberdade. Segundo o direito romano, havia que esperar A outra hipótese é deixá-lo em liberdade. Segundo o direito romano, havia que esperar pelo menos ano e meio até que se apresentassem os acusadores, no caso de residirem fora de Roma. Este teria sido o caso: chegou-se ao biénio, não apareceram os acusadores e o preso foi deixado em liberdade.

A favor desta hipótese está o testemunho da 1ª Carta de Clemente Romano, escrita A favor desta hipótese está o testemunho da 1ª Carta de Clemente Romano, escrita em Roma entre 96 -98, na qual se fala da maldade dos ciúmes e da inveja, motivo da morte de muitos, entre eles Pedro e Paulo: «Por causa dos ciúmes e da discórdia Paulo mostrou o caminho para o prémio da perseverança. Suportando correntes sete vezes, desterrado, lapidado, tendo-se tornado arauto no Oriente e no Ocidente, conseguiu a nobre fama da fé. Depois de ter pregado a justiça em todo o mundo, tendo chegados aos confins do Ocidente e tendo dado testemunho perante os magistrados, deixou este mundo e foi recebido num lugar santo, convertendo-se no maior modelo da perseverança» (1 Cor 5, 1 -7). + Para o autor, que escreve em Roma, os confins do Ocidente tem que ser a Espanha, possivelmente a província tarraconense, realizando assim a viagem prevista em Rom 15, 23 -28.

+ No regresso a Roma seria de novo preso, segundo Clemente Romano, por ciúmes + No regresso a Roma seria de novo preso, segundo Clemente Romano, por ciúmes e discórdias, q. d. seria denunciado pelos judeus e pelos judaizantes cristãos da comunidade romana, inimigos de Paulo por motivos teológicos (valor da lei) e de prestígio (êxito de Paulo entre os prosélitos e os simpatizantes pagãos). + Compareceria perante os magistrados, funcionários diferentes dos da corte imperial que foram encarregados do processo anterior, já que foi reencaminhado para César. Tratarse-ia do prefeito de Roma, delegado para julgar casos não reservados ao imperador.

+ Paulo seria acusado do delito de lesa majestade com base numa lei posta + Paulo seria acusado do delito de lesa majestade com base numa lei posta em vigor por Nero no ano 62. A razão seria o prejuízo causado aos judeus, grupo protegido pela legislação romana sobre os collegia. Paulo, lesando os judeus, também se estaria a opor à ideologia estatal, que vem a terminar no culto imperial. É uma acusação jurídico-religiosa que implica a condenação à morte e execução sumária. Para um cidadão romano o modo concreto era a decapitatio, que teve lugar na via Ostiense. Teria lugar um pouco antes do incêndio de Roma por Nero (19 de Julho de 64), possivelmente 63 (Eusébio atrasa a data para unir a morte de Paulo com a de Pedro) cf. R. Fabris, Paulo 491498.